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Erecções 2009

Erecções 2009

31
Jul09

welcome to the jungle

Sr. Rocha da Internet

 No final da década de 60 houve um fluxo migratório de drogados, pretos, paneleiros, algumas mulheres e a Janis Joplin para San Francisco - aquela cidade que tem uma ponte igualzinha à que o Professor Salazar mandou construir para poder descarregar os comunistas na margem sul de forma mais célere e eficaz que o cacilheiro. San Francisco era, então, a cidade onde tudo se passava e para onde todos queriam ir fazer história ou simplesmente para chutar heroína, que no fundo é fazer história, mas adiante.

Também eu vim com um propósito semelhante para Lisboa, heroínas à parte. Abandonei tudo e vim ver por breves momentos a História acontecer. Vim para o centro do mundo por estes dias, onde tudo se passa e onde está o poder. Sim, o poder! O poder dos grandes magnatas, das grandes mentes, dos intelectuais, dos académicos, dos jornalistas e dos bloggers – essa crème de la crème portuguesa – e, acima de tudo, o grande poder politico, esse que aumenta o pénis dos homens e faz crescer o de outros; esse que tudo transforma, tudo dá; esse que alimenta a necessidade de informação ou, melhor, do boato.

A verdade é que está tudo concentrado em Lisboa, o resto não interessa para nada. Podíamos reduzir isto a Sócrates vs. Ferreira Leite e Costa vs. Santana. É esse o cheiro de Lisboa.

Foi nisto que pensei quando aceitei o convite para participar neste pequeno (eh bicho!) espaço de reflexão e pluralidade: vou para Lisboa e assim estou perto dos senhores que estão na politica, das conferências de bloggers, dos jornalistas do Snob - a ver o que dizem eles dos outros jornalistas que estão ou não no Snob -, dos comentadores de televisão e seus substitutos. Enfim, perto do mundo civilizado, esclarecido e moderno. No Porto só estaria próximo de arguidos e deputados europeus.

E pronto, é com este espírito errante e deslumbrado que chego, como Axl Rose no vídeo do Welcome to the jungle e sabendo que estamos num momento em que é preciso promover a economia termino com uma referencia consumista.

O meu nome é Jorge C.. Se podia viver sem erecções? Poder podia, mas não era a mesma coisa.

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